quarta-feira, 9 de março de 2016

SPORCA E SENZA FIATO

Marcel Franco


PARA A POESIA NORMAL DO PLANETA

Marcel Franco

Não te quero quasímoda
obsoletamente patética
funcionando pra ninguém
entupindo o ralo da sala de banho

Não te quero à moda antiga
com rabugens de outros séculos

Te quero superpoderosa
como uma nova bactéria
dando trabalho para milhões de organismos

Te quero histérica anti-fundamentalista
ganhando pão nos coletivos . . .

. . . sem clichês filosóficos de beira de vala!




terça-feira, 8 de março de 2016

MOTIVAÇÃO

Marcel Franco

Aços fracos desmemoriem-me
já quero heróis
sem es(tolas) estórias

Aços fracos vem à orbita
de mim mesmo
no tempo de agora
antes que eu me reconheça
ovo mocinho demais
no poço do poço
de(s)novo
! ! !


VÀ PIANO!

Marcel Franco


sábado, 5 de março de 2016

QUEM CHE VIU, HEIN!

Marcel Franco

Havânia, vencido eu
sans sa souci, socialisme
qual’é desse novo politicismo,
qual dólar vais cantar?

Havânia, encolhe Bolsas,
PIB em pedaços,
e o óleo do meu carro
e te Nasa longe pr’um lugar
menos tio sam, sans sang
lá num-sei-lá, sem torcer o milênio
pra que gente possa se amar
ou então se ma(r)te tudo d’uma vez!


quinta-feira, 3 de março de 2016

ACEITO DEDOS, ANZÓIS!

Marcel Franco 

me tira essas farpas
me faz, de olhos abertos,
pronúncias reais do Pai,
do Padre-nosso, para que eu não toque
também nos arames farpados

me põe, também, como réu
nos processos comuns das esquinas
onde me assento com abutres
e aponto mil farpas
me achando tão rei de mim,
tão isento da receita fazendária


IN/DELI/CADÊ

Marcel Franco


terça-feira, 1 de março de 2016

TEMPO T

Marcel Franco

anencefálo, homem T
manda chumbo, crucifica
Trade Center?
já são outros cristos!
ó pai dos T’s
o quê que é isto:
gente-mula superior
a outros bichos?
foi TNT, do Nobel incrível,
que fez bang! pow!
um mar de T’s
gente-espinho
plantando T pra nada?



sábado, 27 de fevereiro de 2016

SI VIENES CON DISPARO, ASÍ QUE ADIÓS!

Marcel Franco

seja incrível e, se possível,
procure ser uma resposta dócil
porque, há muito, sei e me cansam
as rezas, os tribunais de violência
e se vieres com afiadas novas
tome o rumo da porta,
sem escândalo jornalístico,
cata uma tonelada de sapos
e vão se amar dentro
das panelas de urânio